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Sororidade profissional entre as mulheres: o caminho que já começa a ser percorrido e abraçado pelo mercado

Em um mês dedicado às merecidas homenagens, carinho e expressividade às mulheres, não podemos deixar de lado o grande desafio que ainda se faz presente na busca pela igualdade, respeito e equiparação nas esferas e ambientes de trabalho.

Parece clichê e ultrapassado, mas não é. Os números indicam que a desigualdade de gênero no Brasil ainda permanece. Mesmo com comprovações de que as mulheres são maioria nos cursos de ensino superior, e todo seu empenho nas múltiplas tarefas somadas à capacitação profissional, em sua grande maioria, ainda não representa aumento significativo em seus rendimentos profissionais. Existe aí um dado interessante e bem elucidativo: as mulheres são maioria em cursos que ainda são predominantemente femininos e só ali são aceitas também como lideranças em carreiras “femininas”, como educação, moda, beleza, saúde e bem-estar.

O mercado financeiro ainda é, em sua essência, masculino e com reduzida participação de mulheres como investidoras. De acordo com o Valor Investe, o retrato da participação feminina no Tesouro Direto e na bolsa reflete essa realidade: 30% e 13% dos investidores são do sexo feminino, respectivamente.

Quando falamos em sororidade, que significa união entre as mulheres, é preciso que este termo, força e identificação também sejam estendidos ao âmbito profissional, seja ele qual for.

É pensando dessa forma e mudando parâmetros e atitudes, que muitas mulheres vêm desconstruindo essa realidade e fazendo a diferença, principalmente no universo que engloba a nossa realidade por aqui: o setor de investimentos.

Hoje já temos vários exemplos e iniciativas que vem promovendo união, gestão e educação de finanças voltadas às mulheres, como GIMI [Grupo Independente de Mulheres Investidoras] Network, criado para compartilhar com mais mulheres o conhecimento sobre o mercado financeiro.

Já foram criadas contas virtuais dedicadas ao público feminino, e o caso da startup Nubank, a única de seu tamanho no mundo a ter uma fundadora mulher, que tem um quadro 43% feminino – em todas as áreas da empresa e níveis de senioridade. Além disso, sua co-fundadora, Cristina Junqueira, fez história ao ser a primeira mulher visivelmente grávida a aparecer na capa de uma revista de negócios.

A sororidade vem sendo praticada, regida e entendida, enfim, em vários âmbitos, ainda bem! Mas, a estrada pelo caminho profissional está apenas começando e precisa ser ainda mais valorizada. A cada dia, mês, ano. De passo em passo. 

A frase dita pela professora e pesquisadora na Universidade de Houston Brené Brown, autora de três livros (“A coragem de ser imperfeito”, “Mais forte do que nunca” e “Eu achava que isso só acontecia comigo” – Editora Sextante), vem se tornando um grito, um desabafo e uma bandeira a ser balançada todos os dias: “É preciso coragem para ser imperfeita”. Mas também é preciso sororidade para transformarmos de vez a realidade feminina profissional. Tanto no Brasil quanto no mundo.

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