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Os 50 tons de vermelho

A rota de aprendizado e ação que desenhamos para você chegar ao seu primeiro milhão de reais começa no primeiro degrau.

Não vamos ignorar a realidade fazendo de conta que o primeiro degrau não existe. O que eu sei é que todos merecem e podem ser investidores, e isso muda sua vida para melhor. De onde você começa é meu problema também, se eu for um bom planejador financeiro. Bons capitães não são formados em águas calmas.

Emprestar e tomar dinheiro emprestado fazem parte do nosso sistema econômico. Os empréstimos podem dar às pessoas flexibilidade na gestão de suas finanças, e muitas pessoas se envolvem sem efeitos negativos. Uma dívida boa, por exemplo, é uma dívida feita para gerar renda no futuro, como investir no seu negócio próprio.

O problema começa quando você tem aquele sentimento de que está enrolado.

Você pode estar em meio aos 50 tons de vermelho. Os débitos podem ser pequenos e resultado da má gestão do seu fluxo de caixa mensal, ou você pode ter batido no fundo do poço e a solução parece estar a anos-luz de distância.

Será que é possível encaixar ideias de investimento na vida de quem vive situações tão extremas como essa? A resposta é sim.

Comece pela mudança de mentalidade. Substitua o chip mental que toca sem parar “Estou afundado em dividas e já era” por “Eu vou me tornar um investidor”. Isso te credencia a assumir uma postura proativa e dar andamento a uma saída definitiva.

A solução é material e não pense que dinheiro vai cair do céu, mas a partir da mentalização diária do novo alvo, você se fortalece e enxerga com mais clareza as decisões que precisam ser tomadas. Você torna o próprio ato de investir sua meta. E, claro, para investir é preciso ultrapassar o primeiro degrau.

Eu sei que não é fácil em casos extremos, mas a nova meta mental e as soluções financeiras e jurídicas existentes, levarão você a outro caminho.

Mas afinal, por que e como as pessoas se endividam?

Os gatilhos mais comuns, não importa qual seja sua atitude em relação ao dinheiro, são o desemprego, os problemas de saúde e as separações.

Viver dentro dessas realidades pode significar esforço para pagar as contas. O ajuste à mudança é difícil. Quem vai abrir mão, e do que, na negociação familiar dos cortes de despesa que devem ser feitos? E se você for alvo de dois disparos ao mesmo tempo? Desemprego e separação por exemplo. Daí para recorrer aos empréstimos de todo lado e causar um rombo no orçamento é um piscar de olhos.

O estilo de vida excessivo e as loucuras com o cheque especial e cartões de crédito são motivos constantes nas pesquisas sobre o tema.

Eles são um pouco do resultado do forte impacto emocional sobre nossas decisões da exposição brutal e diária ao marketing de consumo. Uma fábrica de impulsos te guia.

O potencial de estrago cresce se você estiver fragilizado, com baixa autoestima ou procurando demonstrar segurança, poder e satisfação com a vida por meio de bens. Eu recomendo esconder os cartões de você mesmo nestes casos.

Faça a si próprio as perguntas abaixo, e examine como você age ou entende cada uma delas. As respostas são pistas de tendências, que podem te levar para perto de problemas financeiros.

  • Gosta de controlar as situações com o uso de dinheiro?
  • Se acostumou com a dependência financeira?
  • Costuma comparar fracasso ou vergonha versus êxitos apenas com base no dinheiro?
  • Quanto da sua identidade e força mental é apoiada sobre o que você tem?

Por fim, cuidado com as facilidades. O declínio no uso de dinheiro vivo nos últimos 25 anos e o aumento no uso dos cartões (o dinheiro de plástico), coincidiu com o crescimento das dívidas, em especial entre os mais jovens.

Suas dívidas afetam seu bem-estar. Os sinais cotidianos acendem a luz amarela e exigem ação enérgica para desviar-se do precipício. Tome uma atitude e caminhe em direção ao próximo passo rumo à sua independência financeira. Não perca tempo, você consegue.

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