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Falando de aposentadoria para quem chega aos 30 anos

Espelho, espelho meu! Nos meus trinta anos, quem economizou mais do que eu?

O 3.0 está chegando este ano? Que tal fazer o balanço sobre como suas finanças deveriam parecer, mirando o que já passou e projetando o que virá?

Os anos vizinhos aos trinta são aqueles em que, normalmente, as obrigações financeiras de médio e longo prazo se solidificam em nossas vidas. A maioria de nós está a caminho ou já vive por conta própria. Milhares estão pagando seu carro, prestações da casa própria, casando ou acordando de madrugada com o choro de recém-nascidos.

Segundo o IBGE, a idade média de quem se casa vem aumentando no Brasil,chegando aos 30 anos. Em 2017, era de 28 anos para mulheres e 30 anos para homens . Adiar o casamento tem sido uma das estratégias adotadas por quem prioriza o equilíbrio profissional e financeiro.

As pesadas despesas para criar um filho fazem pressão sobre o orçamento, o que reduz, para a maioria de nós, o total que se pode economizar pensando nos objetivos materiais futuros e aposentadoria. Cerca de 70% das mulheres dão à luz até os 30 anos.

Então, serão as obrigações do casamento somadas, muito provavelmente, àquelas com os filhos.

Ah, nossos vinte e poucos anos! A aposentadoria está longe, cerca de 40 anos à frente. Quem estará pensando em economizar dinheiro logo no começo da carreira pelas responsabilidades financeiras que se acumularão logo mais?

Aproveitar os anos que antecedem os 30 é fundamental, não só pelas questões levantadas acima, mas também pelo potencial de enraizamento da disciplina do investimento periódico.

De fato, até os 30 anos, suas economias deveriam ser equivalentes a 1 ano de salários, de acordo com as ideias que veremos adiante. O que isso quer dizer? Se você ganha líquido R$ 5.000,00 por mês deveria ter guardado R$ 60.000,00 no ano.

Conselhos úteis, mas impraticáveis?

Qual o problema? Nem todo mundo está economizando ou pode economizar tanto para a aposentadoria. Muitas famílias estão vivendo de salário em salário, atormentadas por dívidas, ou simplesmente não estão pensando na quantia de dinheiro que precisarão em seu futuro.

Os que podem economizar, mas fazem vistas grossas consumindo seu futuro em troca de um presente de pavoneio, precisam despertar e começar a priorizar a economia.

A última coisa que alguém, na faixa dos 30 anos, deve fazer é deixar a aposentadoria pelo caminho considerando o investimento como despesa simbólica.

Aqueles que, infelizmente, não conseguem economizar por excesso de dívidas, precisam renegociar seus débitos, voltar ao orçamento e redesenhá-lo para encaixar um mínimo de recursos para seu pé-de-meia.

A Regra dos 4,0%

Sugerida em 1994 pelo consultor financeiro CFP William Bengen, recomenda aos que deixam o mercado de trabalho com idade próxima aos 65 anos, sacar de suas economias um percentual máximo de 4,0% ao ano, do total até ali acumulado.

Em suas contas, o resgate desse percentual permitiria que se vivesse um bom padrão de vida por, ao menos, três décadas. A regra considera que os resgates são ajustados pela inflação para manter seu poder de compra.

Ideias e cálculos posteriores mostraram que ela era conservadora e poderia ser flexibilizada sem pôr em perigo nosso orçamento durante a aposentadoria. Mas o que pode fazer esse percentual mudar?

1.   A idade / expectativa de vida do cônjuge mais jovem;

2.   O retorno da carteira de aposentadoria;

3.   O estilo de vida que se deseja na aposentadoria;

4.   O quanto já foi economizado e;

5.   O quanto terá para receber da previdência pública.

Com as respostas aos itens acima, podemos calcular quantos salários anuais devemos ter economizado versus nossa idade. A recomendação básica é que precisamos guardar ao menos 15% do salário líquido mensalmente, já que esse percentual assegura uma solução intermediária.

Vamos a um caso prático

Imagine que você tenha se formado aos 21 anos, já no ano seguinte está trabalhando para economizar e pretende:  

1.   Uma carreira profissional de 40 anos;

2.   Aposentadoria aos 62 anos;

3.   Aproveitar por 30 anos o que foi economizado e;

4.   Usar da Regra dos 4% e a recomendação geral de 15% do salário líquido. 

Os valores calculados abaixo servirão como indicativos da necessidade de acelerar ou não o esforço de economia. A meta para os 62 anos pela Regra dos 4% é de 25 vezes nosso salário líquido anual acumulado. Acompanhe:

Com um rendimento real de 0,0% na carteira de aposentadoria, o que significa dizer que o retorno é em média igual a inflação e, economizando 15% mensalmente, chegamos aos 30 anos com 1,35 salários (meta atingida), porém, aos 62 anos não teremos nem perto de 25 salários anuais.

Se o rendimento real dos seus investimentos, ou seja, o retorno que ele dá acima da inflação, for de 6,29% ao ano, a meta será atingida. Algo viável para jovens investidores no mercado brasileiro, que contam com um longo horizonte de investimento. Aos 30 anos, você teria acumulado 1,74 vezes seu salário anual e, aos 62 anos, atingido 25 vezes.  

Um retorno real de 6,29% pode ser obtido, por exemplo, com uma composição de títulos públicos Tesouro IPCA com vencimento em 2045, que atualmente pagam 4,48% acima da inflação, e ativos de renda variável como ações e/ou títulos corporativos como debêntures. 

Chegou aos 30 longe da meta ou mesmo devendo? Se inspire com as ideias e objetivos acima e corra atrás do prejuízo.


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